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Fachin abre apuração sobre investigações da PF com foro no STF

apuração investigações PF

O presidente do STF, Edson Fachin, abriu procedimento para apurar possíveis irregularidades em investigações da PF que envolvem autoridades com foro na Corte.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou a abertura de um procedimento de apuração investigações PF que possam ter apresentado irregularidades ao envolver autoridades com foro por prerrogativa de função na Corte. A decisão foi tomada no âmbito da Petição (PET) 16.704 e estabelece prazo de cinco dias úteis para que autoridades envolvidas prestem esclarecimentos por escrito.

Devem se manifestar os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida partiu de questionamentos enviados pela Procuradoria-Geral da República sobre informações apresentadas pela PF em outro processo, a PET 16.662, sob relatoria do ministro André Mendonça.

Cumprimento de regras da Loman será verificado

Um dos pontos centrais da apuração é checar se as investigações respeitaram a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). A norma prevê que, quando surgem indícios de crime envolvendo magistrados, os autos precisam ser encaminhados ao tribunal competente, seguindo regras específicas de apuração.

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Fachin quer confirmar se essas prerrogativas institucionais foram efetivamente observadas durante a condução das investigações pela Polícia Federal, evitando eventual desrespeito a garantias processuais previstas para magistrados.

Acesso a documentos e sigilo judicial também entram na análise

O procedimento também vai apurar o eventual uso de credenciais de acesso a sistemas institucionais para consulta de documentos de caráter particular. Além disso, Fachin pediu esclarecimentos sobre uma possível divulgação de informações protegidas por sigilo judicial a pessoas que seriam alvo das próprias investigações.

A apuração deve reconstituir as circunstâncias desses acessos, identificar eventuais compartilhamentos indevidos de dados e mapear quais protocolos foram adotados pelas instituições envolvidas no caso.

Controle externo da atividade policial na mira

Outro aspecto incluído na determinação é o controle externo da atividade policial. Fachin quer saber quais providências foram tomadas para garantir que as prerrogativas da magistratura e as regras aplicáveis a investigações contra autoridades com foro no STF fossem respeitadas.

O objetivo declarado é reconstruir a sequência de atos praticados e verificar se os procedimentos seguiram as normas legais e constitucionais pertinentes ao caso, conforme detalhado pelo STF.

Decisão não indica conclusão sobre irregularidades

Ao justificar a medida, Fachin lembrou que cabe à Presidência do STF zelar pelas prerrogativas institucionais da Corte e assegurar princípios como devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Por ora, trata-se apenas de uma etapa de apuração e pedido de esclarecimentos.

A abertura do procedimento não representa, portanto, uma conclusão sobre a existência de irregularidades ou responsabilidade das autoridades citadas. Após receber as respostas de Moraes, Mendonça, Gonet e Rodrigues, Fachin deverá avaliar as informações e definir os próximos passos do caso, que segue em análise no Supremo. Para acompanhar outros desdobramentos da Justiça, o portal mantém cobertura contínua sobre o tema.