O candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, negou nesta segunda-feira (21) que o movimento que lidera tenha características supremacistas. A declaração foi dada em entrevista concedida ao SBT, dentro de uma série especial com os seis nomes mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência. Segundo Renan Santos, as acusações não encontram respaldo na realidade e “o povo não é besta” para acreditar nelas.
Renan Santos rebate acusações de supremacismo
Durante a entrevista, Renan Santos classificou como “bizarro” o tipo de levantamento que associa seu movimento a práticas supremacistas. Ele argumentou que a maioria da população brasileira é parda e que o próprio grupo que lidera tem composição majoritariamente parda, o que, na sua avaliação, contradiz a acusação recebida.
O candidato citou ainda um exemplo histórico para reforçar seu argumento. Segundo ele, o movimento foi o primeiro grupo de direita no Brasil a eleger um vereador negro, referindo-se a Fernando Holiday, eleito em São Paulo.
“Ataques da esquerda”, diz candidato
Renan Santos também afirmou que, em sua percepção, esse tipo de acusação não tem repercussão relevante entre a população em geral. Para ele, existe uma diferença entre acusações que a sociedade considera sérias e aquelas que são vistas como desconectadas da realidade do acusado.
“No mundo real ninguém liga, porque ninguém leva a sério essas acusações”, disse o candidato, segundo trecho divulgado da entrevista. Ele classificou episódios semelhantes como parte de uma estratégia recorrente, atribuída por ele à esquerda, para atacar adversários políticos com discursos diferentes dos seus.
Contexto da campanha presidencial
A entrevista com Renan Santos integra uma série do SBT Brasil que ouve os seis candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República. O formato busca dar espaço a diferentes postulantes ao cargo em meio ao período pré-eleitoral.
As declarações do candidato ocorrem em um momento de intenso debate político no país, com discussões recorrentes sobre extremismo, discurso de ódio e polarização entre diferentes correntes ideológicas. Para acompanhar outros desdobramentos da política nacional, o Vale em Pauta mantém cobertura na editoria de Brasil.