O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontou risco de alagamentos e deslizamentos de terra em cidades do Vale do Paraíba neste domingo (6). A região enfrenta uma frente fria acompanhada de chuvas durante o feriado, o que motivou o alerta do órgão federal responsável pelo monitoramento de desastres naturais no país.
Segundo o Cemaden, a possibilidade de eventos hidrológicos na região é classificada como moderada neste domingo. Esse tipo de ocorrência inclui extravasamento de córregos, enxurradas e alagamentos em áreas urbanas, geralmente provocados quando o volume de chuva ultrapassa a capacidade dos sistemas de drenagem das cidades.
Risco de deslizamentos também é monitorado
Além do risco hidrológico, o Cemaden também classificou como moderada a possibilidade de riscos geológicos na região do Vale do Paraíba. De acordo com o órgão, a persistência das chuvas ao longo do dia pode elevar os volumes acumulados e favorecer deslizamentos pontuais em áreas de encosta, especialmente em regiões mais suscetíveis a esse tipo de evento.
O Cemaden é o órgão federal responsável por monitorar condições meteorológicas, hidrológicas e geológicas em todo o país, emitindo alertas para subsidiar ações de prevenção por parte de prefeituras e defesas civis municipais.
Volumes de chuva registrados na região
A Defesa Civil do Estado de São Paulo divulgou na manhã deste domingo o acumulado de chuvas registrado nas últimas 24 horas em cidades da região. São Sebastião, no Litoral Norte, teve o maior volume, com 76 milímetros no período monitorado.
Bragança Paulista e Caraguatatuba registraram acumulados semelhantes, de 38 milímetros cada. Na sequência aparecem Ilhabela, com 36 milímetros, e Ubatuba, com 35 milímetros. Já São José dos Campos, maior cidade do Vale do Paraíba, teve um volume de chuva mais baixo, de 17 milímetros, no mesmo período.
Diante do cenário de chuvas persistentes, moradores de áreas de risco em cidades da região devem redobrar a atenção durante o feriado. Recomenda-se evitar áreas alagadas e regiões próximas a encostas, além de acompanhar orientações das defesas civis municipais em caso de agravamento das condições climáticas.