A estudante Yasmin Marcondes do Carmo, de 15 anos, contou neste domingo (6) os detalhes do momento em que foi arrastada por carro de aplicativo em Tremembé, no interior de São Paulo. O caso aconteceu na última sexta-feira (4) e deixou a jovem com ferimentos no rosto, nos braços e nas pernas. Em entrevista à TV Vanguarda, ela relembrou a sequência de acontecimentos que resultou no episódio de violência. O motorista, de 51 anos, ainda não foi localizado pelas autoridades.
Como começou a corrida que terminou em agressão
Segundo Yasmin, ela havia solicitado a corrida pelo aplicativo para levar o irmão mais novo, de quatro anos, até a mãe. Durante o trajeto, o menino chorou, e o motorista teria demonstrado impaciência com a situação. No meio do caminho, a jovem avistou a mãe e pediu para que o carro parasse.
Ela desceu do veículo para entregar o irmão e, ao retornar para pagar a corrida — que teria custado R$ 12,60 —, afirmou que o motorista já havia seguido em frente. Segundo o relato, ele deu a volta em uma rotatória e retornou ao local cobrando o pagamento.
Momento em que foi arrastada pelo carro
Yasmin contou que entregou uma nota de R$ 100 ao motorista, que teria puxado o dinheiro e arrancado com o carro logo em seguida, arrastando-a junto ao veículo. “Eu fiquei grudada no carro. Eu grudei mais forte para não cair, mas eu vi que ele não iria parar o carro. Estava fazendo muito zigue-zague”, relatou a estudante.
De acordo com Yasmin, ela precisou pular do carro em movimento e bateu a cabeça no chão, além de ter a perna bastante machucada. Mesmo assim, segundo o relato, o motorista não prestou socorro e saiu do local, quase atropelando uma mulher que passava pela rua.
O episódio ocorreu na Rua José Vicente de Barros, entre os bairros Vera Cruz e Parque Santo Antônio, em Tremembé. As imagens do momento foram registradas pelo Centro de Operações Integradas (COI) do município, mostrando o carro branco em movimento de zigue-zague enquanto a vítima permanece pendurada na porta do motorista.
Atendimento médico e posição da empresa
Após conseguir se soltar do veículo, Yasmin foi socorrida pelo Samu e levada ao hospital, onde recebeu alta no mesmo dia. Ela relatou dificuldade para movimentar a perna nos dias seguintes, mas afirmou que a situação já apresenta melhora. “No dia, tive alta do hospital. Não estava conseguindo mexer minha perna. Ontem consegui mexer. Hoje está melhor”, disse a estudante.
A 99, empresa responsável pelo aplicativo utilizado na corrida, informou por meio de nota que lamenta o ocorrido e que o perfil do motorista foi permanentemente bloqueado da plataforma. A empresa afirmou ainda que uma equipe especializada busca contato com a passageira para oferecer suporte, e reforçou que mantém “uma política de tolerância zero para comportamentos ofensivos, atitudes agressivas e quaisquer outras formas de violência, especialmente contra mulheres”.
As investigações sobre o caso continuam, e o motorista até o momento não foi encontrado pelas autoridades.